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terça-feira, 25 de janeiro de 2011
O que as atrizes Cristiana Oliveira, Luciana Vendramine, Nicole Puzzi, a apresentadora Sabrina Parlatore e a cantora Simony têm em comum? Todas elas viveram um grande drama: foram vítimas da Síndrome de Pânico, um problema que atinge cerca de 1% da população.




"Tive o primeiro sintoma no avião, indo para Atenas, em maio de 96. Nunca tive medo de avião. De repente, tive falta de ar e comecei a gritar `me tira daqui',  na época com 33 anos. "Foi do nada, porque até então eu estava superbem, feliz em viajar", lembra.
“Não sabia o que estava acontecendo. Liguei para o meu cardiologista,
porque passei a sentir uma palpitação diária. Ele me receitou uns remédios, e, ao voltar para o Brasil, a coisa degringolou: tinha medo até de dormir."

Foi nessa época que Cristiana começou a fazer a novela "Salsa e Merengue". "Na gravação, não sentia nada, mas ao voltar ao mundo `normal' sentia muito medo. Decidi então procurar minha analista, porque já não queria nem tomar remédio, com medo de ele me matar", diz.
O drama só foi superado no fim de 96, depois de várias sessões de análise. "Me recuperei só com a conversa, embora ache que o remédio teria me ajudado."
Ela lembra que recebeu inúmeras cartas depois que confessou seu drama publicamente. "Eram mulheres me pedindo conselho. Percebi então que esse era um problema que atingia muita gente."




A atriz e escritora, que sofreu com a síndrome em 97 (leia abaixo seu depoimento). "Em 96, perdi de câncer a minha mãe, com quem morava, e um menino que criava como se fosse meu filho. Fiquei deprimida, mas achei que ia sair dessa."
"Nicole conta que decidiu então se mudar para o Rio de Janeiro. "Foi em janeiro de 97 e percebi então que tinha algo muito errado. Eu já não conseguia mais sair de casa." A atriz acabou enfrentando um ano difícil, até se recuperar totalmente.
"NÃO SAÍA DE CASA" - "Não conseguia sair de casa, era uma sensação horrível, de estar morta e ao mesmo tempo andando. Perdi o gosto pela vida. Cheguei a ficar um mês sem ir para a rua.
Um vez, tentei ir a um show e comecei a ter os sintomas, mas me segurei. Era assim: quando ficava no meio de muitas pessoas, meu coração parecia que ia sair pela boca. Sentia uma incapacidade geral. Suava frio, como se todo mundo estivesse pronto para me atacar, como se o mundo fosse hostil. Ao mesmo tempo, era como se eu estivesse fora de mim, a milhões de quilômetros de distância. Acabei procurando um médico, mas ele me passava os remédios e eu não tomava. Comecei a procurar ajuda em várias religiões. A ajuda médica e o lado espiritual me salvaram".




A cantora, que nos anos 80 fazia o programa infantil "Balão Mágico", na Globo, sofreu de síndrome do pânico e se trancou em casa. A crise agravou-se depois do fim do romance com o pagodeiro Alexandre Pires, que a trocou pela dançarina Carla Perez. Recuperou-se com a ajuda da religião evangélica.





Foi muito difícil dar esse tempo, mas importante. Sou um pouco metódica e não costumo misturar as coisas. Quando se tem um problema emocional ou psicológico, precisamos focar e tratar. E foi isso que eu fiz. Vejo muita gente que trabalha tendo problemas, e isso acaba comprometendo a qualidade do trabalho. Esse afastamento foi uma opção minha e da minha família. Tive TOC e a depressão vem com o pacote. É muito difícil passar por esse problema sem se abater, mas assim que tratei o TOC, a depressão foi embora. Tive síndrome do pânico quando tinha 18 anos, e na época não tratei.  Achei que fosse algo que pudesse passar logo, mas não é assim. Todos esses problemas psicológicos, se não forem tratados, não vão embora. É preciso ter consciência disso.
O Medicamento é muito importante, ajuda muito. Procuro manter sempre uma visita de três em três meses com minha médica. Faço terapia e gostaria que todos tivessem acesso a ela também. Terapia ajuda muito no nosso amadurecimento e crescimento pessoal, aprendemos a nos aceitar, apesar de muita gente ainda achar que terapia é coisa de gente louca, o que ainda é uma ignorância no Brasil.




Quando fala em crise, Sabrina sabe bem do que se trata. Aos 20 anos, ela enfrentou a depressão e a síndrome do pânico. Se tratou, se medicou e se curou. E hoje relembra o período como uma etapa vencida. "Foi a pior fase da minha vida. Você não sabe o que tem antes de diagnosticar e não se sente bem em nenhum lugar. Muita gente está sofrendo disso hoje em dia porque tem que ser bem-sucedido, feliz e tem que conquistar isso, aquilo. As pessoas estão infelizes porque nunca estão satisfeitas. Não desejo isso a ninguém, mas passa, tem cura. Tome remédios e tenha paciência, a doença não passa assim não (faz um estalo com a mão). É coisa demorada, arrastada", justifica Sabrina.


2 comentários:

nicole puzzi disse...

Ney, parabéns pela postagem. Hoje estou completamente curada. Foi um longo tempo em busca de autoconhecimento e mudança de atitudes e pensamento. Até saí do Brasil e fui morar na Itália em busca de encontrar a minha verdade. Hoje, estou bem e pronta para enfrentar qualquer coisa. Estou serena, tranquila e com autoestima elevada.
Abraços
Nicole

Ney Megda disse...

O Nicole Querida, fico lisonjeado com seu comentário, e por ser uma pessoa famosa e conhecida passa muita credibilidade, seu comentário só vem a acrescentar e ajudar muitos panikentos que andam com a estima na sola do pé... Obrigado

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